" SAUDADE "

" SAUDADE "
Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recuar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida. (Pablo Neruda)

domingo, 5 de agosto de 2012

Hoje Choro




Imagem by Net


Choro porque despertei
Choro porque acreditei
Choro porque até hoje sonhei
Choro apenas porque te desejei
Choro apenas porque caí em mim

Ninguém é de ninguém
Ninguém é obrigado a ser Feliz
Ninguém é obrigado a Acreditar
Ninguém é obrigado a sonhar

Sonhar a dois
Sonhar que podes ser feliz
Sonhar que és tu
Sonhar apenas alto demais
Sonhar apenas porque acreditamos

Não saber onde parar
Não querer acordar do sonho
Não sentir apenas o que senti
Não ser apenas o que quis ser
Não quereres afinal ser….

Ter medo de sonhar
Ter medo de sofrer
Ter medo de amar
Ter medo apenas de ser
Ter medo somente de um dia chorar de novo
Choro hoje apenas por medo de chorar Um Dia que pode não chegar…

By: Carlos Fonseca

Apenas… Não Sei…



Imagem by Jaroslav Monchak

Sei apenas que me amas
Sei que te quero, só a ti, apenas a ti…
Envolver-te nos meus abraços, num abraço

Profundo, apertado como nunca tiveste
Sincero como sempre desejas-te
Sentires que és única no mundo, que eu sei
Que sinto, que te dou valor, que mereces
Percorrer o teu corpo demoradamente
Com a ponta dos dedos, acaricio-te, Toco-te, sinto-te
Desejas-me tanto como eu a Ti, tens medo
De admitir, de sofrer como antes, amares sem seres amada
Completas-me, completo-te, única no meu mundo apenas
Única no meu caminho, na minha singela existência
Única entre as mulheres, única no meio de milhares
Desejas-te, quiseste, pedis-te quem te fizesse sentir mulher
Medo apenas de perderes o que sempre sonhas-te
Nunca imaginas-te que um dia irias merecer
Mereceste-me, faço por te merecer, preciso apenas
Um sinal teu, uma Luz que me indique o caminho
Uma chama que me oriente, uma simples vela
Acesa no meio de nada, indicando o caminho de tudo
Desacredito, choro, desespero por ti
Movo mundos, subo montanhas, atravesso oceanos
Cruzo galáxias, troco de dimensão
Inutilmente, só existes tu, és única, no teu Ser
Na tua maneira desajeitada de dizeres quero-te
No teu jeito desconcertante de me quereres
Não sei como mais te mostrar isso
Provar-te simplesmente que já gostei de ti
Já te adorei, já te desejei, agora simplesmente
Amo-te…

Carlos Fonseca

ESPERO POR TI…

Imagem by Dialektus

Procuro em vão
Ao longe, dia após dia
Ate onde a vista alcança

Contemplo o mar, as ondas
Percorro o areal com a vista
Na esperança de te ver surgir
Apenas esperança de emergires
Do mar, das dunas, de onde te escondes
A brisa que me sacode a roupa
Que me varre as emoções
Que me perfuma os sentimentos
Cheiro a mar, cheiro a ti
Recordo o sabor do teu ultimo beijo
Salgado, agua a escorrer-te do rosto
Esse sabor que não esqueço
Essa sensação de ti que perdura
Sinto-te no mar, sinto-te nas ondas
Vejo-te na espuma da rebentação
Apenas vejo-te, sinto-te…
Pergunto por ti ás gaivotas, ás estrelas do mar
Aos rochedos que permanecem imóveis
Impassíveis, eles que viram partir tanta gente
Viram regressar algumas
Outras, disseram-lhes adeus para sempre
Partis-te… amarga recordação da despedida
Saudade que ficou, de ti, de mim, de nós..
Levaste-me contigo
Levaste o meu Ser, a minha Alma…
Fiquei vazio apenas, sem cor
Sem vida, vazio de tudo
Cheio de nada, recordações apenas…

Carlos Fonseca

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Amo-te!!!

Imagem by Dialektus


Amo-te do mesmo modo, que a borboleta ama a flor,
onde poisa, cautelosa e leve.
É por isso que os nossos voos são um constante versejar de pétalas,
que rimam com a tua boca de morango,
e o teu corpo de marfim.
Esculpo-te com os meus dedos, breves,
quando regressas,
saudosa,
feita mulher,
só para mim…
Depois, o momento para!
Abre-se a janela do tempo
E a borboleta, cansada,
Pousa uma última vez
Na pétala colorida de cetim.
Amo-te do mesmo modo,
precisamente do mesmo modo,
como me amas a mim…

Magnólia

Não,não!!!!




Não,não me acordes...deixa-me sonhar
Viver aqueles instantes onde o teu toque era sol que me abraçava
Não,quero ficar aqui sem acordar
Nada digas,permite-me ter os olhos adormecidos e seguir sem bússola
Viajar num suspiro sem tempo e pintar o teu sorriso
Ao som dedilhado do amor ouvir-te no meu corpo como uma viola
Sentir-te no meu abrigo
Beijar os teus lábios ainda que em sonhos perdidos
Sim...o teu sussurrar,são palavras que me soam como musica
Danço-as na loucura dos sentidos

Aqui neste tempo encontro a minha liberdade
Estás...sempre em mim,livre para te amar

Não me acordes...deixa-me escrever um poema na magia das estrelas e no sonho ser a poesia que ama,fala e perfuma-te a alma com a flor da alegria

Paula OZ

Imagem by Jaroslav Monchak

Eu tentei...

Imagem by Arkad Ostritsky


Segui a minha sombra de mãos dadas com a alma
Gritei no silêncio do luar,mas os ouvidos eram surdos
Tentei...esquecer-te voando sem palavras
E toda a tristeza eram ecos sem certezas
Abri as minhas asas ainda quebradas
E voei...para sentir a liberdade num céu sem ti,longe de nós
Tentei...mas nesse voo ouvi a minha saudade e das estrelas caíam as lágrimas

Tentei,sim eu tentei
Arrancar as ervas mortas da memória e dar lugar a flores e assim feliz viver
Esquecer-te ali,abandonar-te na solidão,não consegui,foi mais forte a emoção
Tentei ser aquilo que outrora fui e que por ti me esqueci de ser

Tentei esquecer-me do teu nome,mas a poesia chorava cada letra com fome

Lutei com o mundo para não lembrar-me do teu rosto e num olhar em pranto,no horizonte perdido,lembrei-me do teu sorriso

Eu tentei...
...Renascer


Paula OZ - Lua solitária

VOAS!!!!!



Imagem by Quoc Dinh

Voas, flutuas
Pairas sobre memórias
Viagens nas ondas do mar
Brincas na rebentação da ondas
No rosto, salpicos das ondas
Onde um dia correram lagrimas
Hoje, corre o mar
Banhado pela Luz do sol
Acariciado pelo Luar
Hoje, viajas apenas
No mar de sentimentos que te inunda
Que jaz a teus pés
Amores que te rodeiam
E tu, menina, doce
Matreira na arte do amor
Brincas, viajas
De nuvem em nuvem
Brincas nas estrelas
Navegas á noite nos raios de Luar
Brincas apenas
Sorris, danças, saltitas
Hoje, és feliz, sim, feliz
Hoje, sentimentos a teus pés
Alma ligeira, brincas na brisa do mar

Carlos Fonseca
06-07-2012